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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

*Inexplicável*

Um açude especial, em Nova Olinda - CE. Voltarei aqui para um contato também especial...
Afinal, fiquei devendo um mergulho nele...

















































Aqui...
Momentos de reflexões...
Divagações...
Diversões...
Tudo junto e misturado.
Porquês e consequências de escolhas...
Ah...
Tão bela paisagem que nos remete aos mais diversos pensamentos...
Queria eu poder voltar no tempo para aproveitá-la ao máximo,
independente de.
Mas, virão outras oportunidades...
em que me lançarei em seus braços e me envolverei mais fortemente no canto dos pássaros que embalam a cena em que se submetem aqueles que desfrutam de tal privilégio...
Momento poético.
Porque a poesia mais pura e real é aquela que se faz presente no corriqueiro, no cotidiano...
Porque no singelo também há metafísica...
E, talvez, metafísica maior, tendo em vista que poucos o notam, o observam... o valorizam...
Geralmente, os olhares buscam o extraordinário em 'grandiosidades' e não percebem o extraordinário nas pequenas coisas...
É extraordinário, o sol inclinando-se sobre os montes e seu brilho refletido nas águas que desenham as nuvens e vegetações que a rodeiam...
É extraordinária, a companhia de amigos que se fazem presentes em nossas vidas,
mesmo estando distantes fisicamente...
É extraordinária, a reviravolta que um lugar pode fazer numa vida, num caminho já traçado...
É extraordinário, o que um olhar pode fazer em um coração...
[...]
Horizontes que se cruzam.
Cores que se misturam.
Sons que se confundem.
Pessoas que se conhecem.
Vidas que se completam...
Inexplicável.
[...]
Enfim...
Sempre há o que as palavras não conseguem definir...



domingo, 26 de dezembro de 2010

Sonho lindo... "Sintoma de saudade"


Eis que eu ia para casa... Saia do trabalho, corriqueiramente, e dirigia-me para minha casa... Acontece que quando eu chegava em casa, percebia que havia algo diferente... De repente, via crianças numa apresentação e reconhecia aqueles rostos infantis... E me dava conta que minha casa era um palco e que eu conhecia aquele chão. Minha primeira reação foi de abraçar as crianças mais próximas... Em seguida, beijei sofregamente as madeiras que constituíam aquele espaço... Meu Deus!!! Quanta loucura!!! Totalmente onírico... no fundo, eu queria que fosse real... Dizem que alguns sonhos são representações de nossos desejos... Por causa desse sonho, eu acreditei nisso... Desejo do coração. Porque, ultimamente, a saudade tem vindo com maior intensidade... e eu não consigo me conter, não consigo controlar... Dividida entre dois mundos. Um mundo real e o mundo dos encantos... Mas, o mundo dos encantos é longínquo demais, não em quilômetros, mas em possibilidades. E isso, também, é mais forte do que eu. As lágrimas contêm-se... Sabem que não adiantam e nem resolvem nada... Permanecem n’alma. Lá, em seu recôndito oculto e preferido, elas encontram o sossego, ou desassossego de, simplesmente, serem.
[...]

'Decisões'

Eu poderia até dizer que me arrependo, mas não soaria tão real.
Não seria tão verdadeiro.
Digo que senti e sinto falta. Apenas.
Mas, assumo as consequências das minhas decisões.
[...]
Porque nossas vidas são reflexos das decisões cotidianas e devemos nos responsabilizar por elas e por suas consequências...
[...]
Será que todo ser humano traz dentro de si uma ou mais lágrimas que não se desfazem??? 
[...] 
Acredito que sim... 
[...]

Abraços...

"Me abrace, que no abraço mais do que em palavras, as pessoas se gostam."
(Clarice Lispector)



Porque nada é mais renovador que um forte abraço...
Principalmente, quando sentimos total doação nesse abraço...
Quando sentimos que esse abraço nos diz mais que palavras...
Abraço é demonstração de amor.
De afeto. Cumplicidade. 
Mais pura e sincera amizade.
Há abraços que foram perenizados em meu coração e que jamais serão apagados da minha memória...
Lembro-me com carinho do abraço que me fortalecia em finais de semana cansativos de estudos...
Dos abraços amigos... Quantos abraços...
Abraços que aplacavam meus cansaços diários e me preparavam para uma nova jornada...
Ganhei abraços que iluminavam minha vida...
Abraços em tardes de domingo que tinham um tempinho para descanso nos braços amigos...
E, houve, também, aquele abraço que pedia para não acabar...
Abraço que dizia: "Não vá embora"...
E esse abraço doeu...
E por ter sido tão forte, tão expressivo é que ainda o guardo comigo...
E terei sempre em mim as suas marcas...
O fato é que o abraço diz mais que palavras...
Porque no abraço, nós dizemos que amamos...
E que, se pudéssemos, estaríamos sempre juntos...
Abraços...
Ah, gestos divinos...
Gestos que embriagam a alma humana de amor e plenitude...
Gestos que falam por si mesmos...
Quando as palavras não souberem traduzir aquilo que sentes,
expresse o sentimento em seu abraço!!!
Abraçosss...

"Descobri porque adoro abraços.
Porque abraçada eu sinto o coração da pessoa batendo ao lado do meu.
O meu bate em mim do lado esquerdo o da pessoa bate em mim do lado direito.
Nesse instante é como se houvessem dois corações batendo em uma só pessoa."
Lívia Caribé Pífano

sábado, 25 de dezembro de 2010

Culpa da Chapada do Araripe...

 
Desde os primeiros instantes em que adentrei nos limites daquele estado já sabia que algo mágico me aguardava... Sabia que não foi em vão que havia perdido a vaga para a viagem do ano anterior... Ainda em Exu percebia que uma sensação absolutamente estranha começava a me envolver de uma forma nunca prevista... Sim. Tudo começou em Exu. Museu do Gonzagão. Poxa vida, nosso maior artista sendo tratado com tamanho descaso. Sentimento: indignação. Ali estava uma das maiores expressões da nossa cultura. E cultura que eu, particularmente, amo. Eruditos e intelectuais que me desculpem, mas a minha cultura popular é bem mais interessante! Cada uma com seu valor. Mas, chega de supervalorizar pessoas que não souberam lidar com seus terrenos emocionais (salvo exceções, claro - Viva Bethoveen e cia!)... Mas, deixemos de lado esse vislumbre de erudito e popular. Estou escrevendo porque, também eu, não me sentia muito à vontade com músicas do Gonzagão e literaturas de cordéis, até que um dia... Conheci o Ceará. Em Exu, aprendi a valorizar o nosso grande mestre Gonzagão (já até gostava um pouco, mas quando conhecemos a história de algo, adquirimos maior autoridade para gostar de tal)! E, sim. Aprendi a amar/valorizar o nosso Luiz Gonzaga, mesmo com o episódio "Januário"... rs.
Limites Pernambuco-Ceará. Dois estados. Culturas semelhantes. Minha vida. Meu destino. Entrecruzamento de passado, presente e futuro. Chapada do Araripe anunciando os ventos que me fariam voltar... Crato. Juazeiro do Norte. Já conhecia o Horto, mas é incrível as sensações despertadas por aquele ambiente. Por aqueles fieis. Não. Definitivamente, não dá pra denominar aquelas pessoas de fanáticas e pronto! Confesso não ser muito "chegada" no "padrinho" padre Cícero, mas RESPEITO É BOM E EU GOSTO! Se gosto, também devo respeitar aos próximos. Não é em vão. Não é à toa que aqueles objetos são ofertados... Não é por acaso que o Padre foi eleito o cearense do século, considerado, também uma das maiores personalidades do país. Para quem não acredita... Paciência e, respeito. É emocionante sentir aquela fé que transborda no olhar das pessoas. É bonito de se ver, sem dúvidas. As histórias, lendas e causos. Tudo muito bem articulado. Admirável. E a vista? Paisagem exuberante a descortinar o meu querido Ceará... Terra de encantos, encantamentos e encantados...
Sítio Caldeirão: continuação da demonstração do respeito e da fé nordestina. Mais um lugar encantado. E que caldeirão!!! Aventura. Adrenalina. Medo, até... Sensação de liberdade!!! Fazia até eco. Um lugar fascinante com uma história incrível!!! Parabéns ao Padre Ibiapina que inspirou tais movimentos... Porque, na realidade, o objetivo era legal... Mas, os importantes não poderiam ter dado o braço a torcer... Normal. Enfim.
Assaré!!! Terra da poesia popular. Cidade linda, sem dúvidas. Memorial do Poeta Pássaro: Patativa do Assaré. Sua história sendo contada nos pedaços de sua vida que lá estão. Contada nos versos de suas poesias... Poesias simples e grandiosas porque mais que qualquer um, Patativa viveu o que escreveu! Sentiu na pele, viveu na seca, lutou por sua terra e traduziu emoções que até hoje emocionam os que ouvem ou leem... Amou, como nunca vimos poeta algum amando!!! Quem não conheceu Dona Rosinha por seus versos??? Patativa, Assaré hj é reconhecida por tuas palavras... Foi presenteada por teus versos... Segunda maior personalidade do Ceará (não dá pra ganhar de padre que faz milagres, né?)... Versos que não passam. Eis que aprendi a valorizar nossa poesia popular!!! Vi nos olhos de colegas, a emoção de reportarem-se a suas famílias, a suas histórias... Comovente!!!
E quem nunca quis ter uma casa só para brincar??? Desejo tornado real. Fundação Casa Grande. Cidade: Nova Olinda. Não poderia ter nome melhor... Afinal, um nome que remete ao amado Pernambuco. Realmente, tudo a ver... Casa Grande? Sim. Enorme. Um mundo habita a singela Casa que resgata a memória do povo kariri e nos faz reacender as esperanças de um mundo melhor. SIM. A CASA DO MEU CORAÇÃO. Eis o ponto chave destas palavras. Foi aqui que reencontrei com o que em mim estava adormecido. Porque "por ser labirinto, perdi-me dentro de mim"... Lá, meu olhar resgatou o brilho que havia perdido e eu reencontrei o sentido que tanto buscava... Não. Palavras não são suficientes para descrever o que sinto quando entro naquela casa, quando sinto aquelas presenças em minha vida...Paz. Completude. Como nunca me senti em lugar algum... E não adianta me dizerem que é coisa da minha cabeça, que é passageiro, ou mesmo, exagero. Eu sei que não é. Meu coração sabe.
E tudo isso é culpa da Chapada do Araripe!!! Quem mandou cercar os lugares mais míticos e fascinantes do nosso nordeste??? Envolveu os horizontes mais panorâmicos (Pontal da Santa Cruz, Cruzeiro de Caldas) e tornou-se, dessa forma, um ambiente apaixonante e mágico!!! Tudo que lhe constitui encerra cultura, arte e poesia... Terra de encantados, encantos e encantamentos!!! Amo. Sempre.
Muitas palavras a serem ditas, mas não são suficientes.
[...]
Inexprimível.
Indizível.

E esta... esta é uma declaração de amor.

Tentativa de homenagem a uma Estrela do Mar...

A Primeira Estrela

A primeira estrela apontou o viajante
Qual é o caminho que leva à beira do mar
Mas três condições ele teria que cumprir para chegar
Ensinar a todos que pedissem seu caminho sem cobrar
Cada fruta boa que ele comesse ia plantar
E a terceira condição era um segredo que ele nunca quis contar
Mas o viajante quando chegou até o mar quis pegar a estrela
A quem resolvera amar
E a primeira estrela que amava o viajante jogou sua imagem
Na água sem pensar
E o que conta a lenda é que justo nesse instante nasceu a primeira
Estrela do mar

(Oswaldo Montenegro)

Eu tenho uma Estrela do Mar, mas sua história é de amor... Ela já era Estrela, mas de tão imponente que era, inventou de apaixonar-se pelo Mar... E esse amor a fortalece, a purifica, a acalma... Ela tornou-se sua. Tornou-se Estrela do Mar... Estrela de beleza intensa, "hiperbólica", eu diria... Estrela que tem voz e tem silêncio... Tem amor e sabedoria... Estrela que brilha. Brilha onde quer que esteja e ilumina estrelas pequeninas que precisam de sua luz... Palavras não são suficientes para descrever o que ela representa em minha vida!!! Definitivamente. Porque a gente briga, mas a gente se entende... rs. Porque se estivéssemos sempre "de bem", não cresceríamos, não aprenderíamos... E eu??? Eu, Estrelinha, só tenho a agradecer por sua luz intensa que me ilumina de onde estiver... Pela compreensão do meu Silêncio que grita, pelos horizontes que descortina em minha jornada... Eu sei que ela estará comigo onde quer que esteja e eu estarei com ela, nas mesmas condições... Porque há laços invisíveis que nos unem... "Agradeço por ser voz em meu silêncio e silêncio em minha voz"... Sempre. Amo vc.

Estrela do Mar. Que deseja o mar...
Estrelinha. Que deseja uma chapada...
Estrelas que amam...
Sejam quais forem os caminhos, Estrelas que brilharão. Juntas.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O desejo do meu coração...

Confesso que sou um pouco complicada para algumas pessoas... Meu humor é instável e cismo em ser inconstante... É mais forte que eu... Mas, há algo que me acalma e que me faz sentir uma paz nunca antes imaginada... É um lugar... Uma Casa Azul no meio da Chapada do Araripe... Uma Casa de encantos, encantados e encantamentos... Creio que em 2010, mais até que minha própria formatura, ela foi o mais importante... Decidir que minha monografia seria sobre ela, enfrentar os percalços na trajetória de produção desde o descaso de alguns até as complicações de ir até ela, realizar a pesquisa, tudo isso foi extremamente enriquecedor em minha vida!!! Porque eu aprendi que quando se tem paixão por aquilo que se faz, tudo adquire uma significação especial!!!
E é por isso que meu coração, hoje, deseja o Ceará... mais precisamente, o Cariri cearense, mais ainda, deseja Nova Olinda e sua Casa de Sonhos... Sei que esse desejo é incessante, que permanecerá sempre comigo, mas não posso conter-me... Quando converso com meu anjo da guarda, busco ouvir os barulhinhos envolvidos naquele ambiente mágico, as vozes infantis brincando das mais diversas brincadeiras, o canto dos pássaros, o brincar das brisas nas folhas das árvores, o silêncio, a trilha sonora da rádio... Cada som, cada sensação transmitida torna-se meu consolo, meu sustento...
Podem achar exagerada essa minha postura, mas é incontrolável!!! Só eu sei o que sinto, o inexplicável do que sinto quando estou lá... É que esses últimos dias de 2010 trouxeram para mim uma nostalgia tão grande... Uma saudade tão infinita... É que eu amo. Amo, incondicionalmente. E não há como prender ou sufocar esse desejo que me envolve.
Palavras não são suficientes para descrever o que ela representa em minha vida... Mais, bem mais que um divisor de águas... Um verdadeiro eixo norteador!!! Enfim...
Sem palavras...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mudaram as estações...

Mais um ano... ou menos um ano... (depende do ponto de vista) O encerramento de 2010 é, de fato, um encerramento muito especial... Não é apenas mais um ano que finda, com ele encerro uma fase que abrangeu quatro anos, ou melhor, cinco, considerando que um ano antes de ingressar na universidade, já frequentava seu espaço em virtude do cursinho pré-vestibular que fazia naquela instituição...
Antes de adentrar nessa vida acadêmica eu a tinha como um sonho, era algo que eu almejava tanto que perdi noites e noites acordada, estudando para o tão temido vestibular... Finais de semana inteiros estudando sem cessar... Semanas inteiras... E quantas vezes não fui acusada de não estar estudando??? Essa parte, prefiro deixar de lado. Como valeu a pena... Muito. Muito mesmo. Cada "instantezinho" foi imprescindível para que eu chegasse até aqui... Cada aula sonolenta após o almoço... Cada viagem cansativa até Petrolina... Acabou! Fui aprovada no vestibular e, em meio a lágrimas e sorrisos, eu soube que minha vida mudaria completamente. E mudou.
Descobri meu mundo. Descobri pessoas. Ganhei pessoas, melhor dizendo. Porque foram e são dádivas preciosas em minha vida. No início era tudo novo, estranho... As pessoas, os estilos, os gostos, os lugares de origem, as personalidades... No decorrer do tempo, tudo foi sendo encaixado... Como peças de um quebra-cabeças... Cada um foi encontrando seu lugar, foi se descobrindo completando e sendo completado por outro. A turma perfeita! Mas, até na perfeição encontramos peças precisando de ajustes para serem devidamente encaixadas... Sem dúvida alguma, os desentendimentos ocorreriam... Até porque, seres humanos são diferentes, pensam diferentes, agem diferentes... O que não pode é permitir que essas diferenças sejam maiores que o que realmente importa e, o que realmente importa é que quando amamos, não importa o quanto as pessoas nos decepcionem, acabamos entendendo que elas falham e mais, entendendo que justamente por amá-las é que essas falhas não são importantes... Aprendamos a lidar com as diferenças!!! Isso é crescer!!!
Após uns períodos indo e vindo, sinto cada vez mais forte a ânsia de voar... Nunca pensei que minha vida teria tantas reviravoltas... Decido por "deixar" o aconchego do lar e alçar voos em horizontes desconhecidos... Foi o período mais difícil da minha vida acadêmica e, talvez, de toda a vida. Deixar a proteção familiar foi muito difícil, no entanto, o conforto dos ombros amigos me sustentaram... Experiências novas enriqueceram-me, muito. Costumo dizer quem em 17 anos não havia crescido como cresci nesses últimos 3 anos... A experiência profissional tão engrandecedora em mim... As experiências acadêmicas... As pessoas que cruzaram a minha trajetória... Aquelas que simplesmente cruzaram e as que mesmo partindo continuam fazendo-se presente em meu caminho... Os professores que ampliaram minha visão de mundo... A Casa que tornou-se uma divisora de águas em minha vida...
Tudo. Cada dor de cabeça, cada alegria, cada momento... Palavras não seriam suficientes para descrever tudo o que foi vivido, mas... que o indizível esteja presente em minhas palavras... "Mudaram as estações" e não viemos até aqui pra desistir agora... É certo que o que é verdadeiro permanece e, por isso, seguiremos sempre, certos de que o que for pra ser, será... Uma vida foi construída nesses 4 ou 5 anos... Uma família, eu ganhei... Mais que amigos, irmãos, anjos... Dos mais diversos lugares, dos mais diversos estilos... 
No fundo, no fundo nada mudou, mas certamente, tudo está diferente...
Foram muitas madrugadas em claro, muitos estresses, muitas lágrimas... e, também, muitos risos, muitas diversões... Foi tudo junto e misturado. É hora de traças novas metas diante desse vazio que nada preenche.. De alçar novos voos...  De ir além... E é preciso coragem, muita coragem. Coragem arrancada de um nãoseionde... Que seja doce, repetirei sempre!!! Que seja doce!!!
As palavras não conseguem mais sair...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Divagações I...

[...]
E o que marca a nossa vida permanece gravado na memória, independentemente de qualquer circunstância... Mais que isso, talvez, não morra no coração... (talvez, teimemos em não querer matar, pela dor da ausência do próprio sentir). Não interessa questionar se isso é bom ou mau. Isso é fato. A lei do universo. Da vida. "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", já dizia o Pequeno Príncipe. Eu repito e aumento: também nos tornamos responsáveis por tudo o que vivemos, pelas marcas que permancem em nosso caminho... Somos nós os únicos responsáveis pela importância que pessoas, lugares e momentos terão em nossas vidas. Se eu sofro de saudade, a decisão também foi minha. A responsabilidade é minha. Se eu me apego rápido às pessoas, isso é uma responsabilidade minha. O que se há de fazer??? Eu assumo os riscos. Sei que vale à pena, mesmo que nem sempre os fatos se desenrolem como gostaria. O "gostaria" é muito abstrato. Nem sempre aquilo que achamos desejar é aquilo que, de fato, queremos. "Enfim".

"Continuemos" . Não sei o que nos aguarda. "A vida é uma caixinha de surpresas". Tudo é muito relativo e pode acontecer, inclusive, nada pode acontecer. Quanto ao meio termo. Bom, nesse caso, nós temos o tal livre-arbítrio para decidirmos o que fazer com o meio-termo. Tudo ou nada. Opção exclusivamente nossa. Claro, que acidentes de percurso interferem um pouco, diria que atrapalham mesmo as nossas escolhas (e como), no entanto, culpar esses desvios da nossa trilha seria muito cômodo... A escolha é sua, é minha, é nossa... pertence àqueles que arriscam, mesmo com e apesar de. Além-medo. Além-eu. Vivamos.
[...]

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Vivo"

Precário, provisório, perecível;
Falível, transitório, transitivo;
Efêmero, fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!

Impuro, imperfeito, impermanente;
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo, eis aqui...

E apesar...
Do tráfico, do tráfego equívoco;
Do tóxico, do trânsito nocivo;
Da droga, do indigesto digestivo;
Do câncer vil, do servo e do servil;
Da mente o mal doente coletivo;
Do sangue o mal do soro positivo;
E apesar dessas e outras...
O vivo afirma firme afirmativo
O que mais vale a pena é estar vivo!
É estar vivo
Vivo
É estar vivo

Não feito, não perfeito, não completo;
Não satisfeito nunca, não contente;
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

Composição: Lenine/Carlos Rennó

domingo, 7 de novembro de 2010

Apenas um breve relato de uma tarde muito legal...

Demora recompensada. Uma tarde leve e divertida. Apesar dos contratempos, conseguiu chegar relativamente cedo para o almoço... Uma acolhida duplamente carinhosa... Lágrimas furtivas saltaram de seus olhos, inexplicavelmente (deve ser consequência do uso do computador. rs.)... Com a chegada de mais uma amiga da pequenina, o almoço foi servido... Outros amigos chegaram logo em seguida... Sabores... Conversas corriqueiras... Conhecer pessoas novas. Fortalecer laços... Brincadeiras... A tensão do jogo... Doces ou travessuras??? Os dois. Os dois e um pouco mais... Vitórias... Superações... (e coloca superações. rs.). Porque uma das coisas boas da vida são momentos de descontração como esse... Cada um em suas particularidades completou o mundo do outro por alguns instantes (na realidade, alguns já completam esse mundo do outro). Valeu a pena! Valeu muito à pena!!! Em seu mundo de Silêncios, ouvia as histórias, eternizava os momentos em fotografias, mergulhava nas músicas sentidas. E ela percebe, como sempre, que a vida é mais do que podemos entender, ela é bem mais do que é sentida. Bem mais que trabalhos, bem mais que estudos... É fugir da rotina, sim!!! Porque essas fugas fazem muito bem!!! Trilhas sonoras que fazem alguns viajarem por tempos distantes, ou nem tão distantes... Engraçado como mesmo estando bem, com companhias divertidas, a mente ainda se distrai, ainda busca algo indefinido... As lacunas permanecem, creio que sempre existirão... O final da tarde aproxima-se e, com ele o início da constante nostalgia. 'Que seja doce!', repete o Caio para mim... Foi doce.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Talvez ela nunca encontre o que procura... Porque nem ela própria entende o que busca... Ela vê a vida passar, o movimento é constante... As pessoas seguem suas "correrias diárias" sem sequer notá-la... mas, ela permanece ali e, na realidade, não sabe se quer ser notada. Inerte diante do movimento. Em passos lentos, tenta seguir o compasso daquela melodia que a acompanhava, no entanto, quando ela achava que estava perto de acompanhar a melodia, o ritmo mudava de tom ou... era surpreendida pelo Silêncio.

E este, mesmo sendo seu fiel companheiro, por vezes, a incomodava pelos gritos que transmitia ao seu coração... Ela o queria sim, mas, também o repelia... E, entre o som e o silêncio, entre luz e sombras, seguia na trajetória louca do caminho em que se encontrava. 

O ônibus chega. E ela vai. Segue.

*Ouvindo "Imagina só" - Eugênio Cruz

Imagina só... (Eugênio Cruz)



Imagina só, uma menina só
Que na vida não achou o seu grande amor
Pôs a culpa em Deus e se arrependeu
Pois tão logo percebeu que é problema seu
Que dilema da pequena quase que surtou
Tão incrível a força do antiamor
Que problema da garota tupiniquim
Vendo sua vida guiada a um grande abismo, um triste fim
Imagina só, imagina só,

Imagina só...
Uma menina só...
Ela se prendeu num desejo seu
E cercada pelo ardor fez murchar a flor
Tentou depressão, lágrimas em vão
Não tão tarde percebeu que o problema é seu
E vai a vida assim, sabe-se lá se ruim
Feito roleta russa de festim
Não se destrói a dor nem se refaz o amor
Só resta aceitar, não dá pra reclamar do que há
Imagina só, imagina só,

Imagina só...
Uma menina só...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O real sentido de tudo é que nada faz sentido...
E o que achamos dar sentido a vida são apenas réstias de desculpas humanas para seguir em frente...
Não condeno isso. Eu também tenhos os meus sentidos...
Uns são permanentes, outros mudam com o decorrer do tempo.
Anormalidade normal.
Enfim.
Sigamos.
[...]
Às vezes, é muito triste colocar ponto final,
mas depois de tantas vírgulas,
é mais que necessário.
Hora de iniciar uma nova história.
(e, isso nem é tão triste assim.)
Enfim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Entre dois caminhos...

Dois caminhos.
Duas possibilidades.
Ou... impossibilidades.
Quando parecia estar tudo sob controle,
eis que me vem novamente a provocação de dúvidas...
Incerteza.
Porque não posso fingir que nada aconteceu.
Não dá pra agir como se não fosse nada.
Quando se vira a página de um livro, 
o que foi lido permance na memória,
ou mesmo, no coração.
 Definitivamente, não.
Eu não quero fazer essa escolha.
Não há, nesse caso, escolha a ser feita.
Pode ser que doa, esse esquivar-se de uma decisão...
Pode ser que o arrependimento venha um dia...
Mas, hoje...
Ao menos hoje, sei que um caminho me oferece certezas, 
mas, limita meus horizontes...
Outro caminho, só traz incertezas,
é um terreno desconhecido, onde é preciso tomar cuidado.
Um caminho tem um passado de marcas, de alegrias, mas também de lágrimas...
Outro caminho tem expectativas, mas é obscuro demais...
Ambos trazem impossibilidades.
Não. 
Melhor mesmo é não optar por nenhum desses caminhos.
E, se a escolha for inevitável?
Eu fujo... Aprendo a voar e, fujo...
Vou criar meu próprio caminho.
[...]






sábado, 30 de outubro de 2010

Descanso. (?)

Com aquele "cansaço do mundo" sobre minhas costas, caí na cama de bruços e, adormeci ao som de uma certa música... Sorrateiramente, minha mãe chega, liga o ventilador e, cobre-me como quando eu estava sob seus olhos... Abro os olhos e contemplo o cuidado daquela mulher marcada por um cansaço maior que o meu, a quem sou tão devota (apesar de todo e qualquer pesar)... Ela olha para mim dura e,  docemente, diz: "Descanse". Naquele instante eu quis voltar no tempo, quis nunca ter saído do aconchego dos seus braços, de perto dos seus cuidados (às vezes, exagerados, mas sempre tão bem intencionados)... Como é bom estar em casa. Como é bom, até mesmo, ouvir as discussões sem motivos dos meus pais, que ora me chateiam, ora me fazem rir...Como é bom levantar, porque embora esteja deitada, o sono não vem e, ver que estou em casa, com meus pais... Como é bom vê-los conversar (que seja do jeito deles, mas que seja.)... Como é boa essa sensação de proteção que me invade... mas, não é só isso... não é só isso... 
e, lágrimas invadem meus olhos...
[...]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Chuva...


E esse frio gostoso pede aconchego... Humano pede abraço, pede carinho... Gotinhas de chuva tomam conta da cidade. A insanidade 'oculta' pede para ir ao meio dos caminhos e banhar-se nessa chuva, receber as energias que ela traz... Nossa! Como seria bom... Como seria bom a renovação das energias por essas águas que caem do céu, num ciclo mágico da natureza...
[...]
Não fossem os materiais... Livros, cadernos, apostilas... Não fossem as preocupações banais com a "saúde do corpo", não fosse a imagem que as pessoas construiriam... Não fosse tudo isso, correria, correria e sentiria a chuva envolvê-la, abriria os braços e aguardaria o seu abraço... Sentiria a leveza de estar num estado pleno de liberdade... E, sentiria esse "estado agudo de felicidade" como quem se entrega a si mesmo numa prece apressada e intensa...
[...]
Enfim...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Por que amo uma casa azul???



Azul é a cor do céu... E o céu inspira liberdade, ao menos o céu que se pode ver azul, o céu campestre... Um dia, a menina conheceu uma casa azul como esse céu do campo... e, essa casa se tornou um céu para ela... A menina achou a casa, aparentemente e exteriormente, comum, mas ouviu dizer que lá dentro havia um universo... A menina quis entender o porquê... quis conhecer o universo... e, a menina se apaixonou por aquele universo.

A menina viu crianças brincando de ser gente grande, a menina viu crianças brincando de ser cidadãs... E não era brincadeira o que a menina via... A menina viu crianças comprometidas, espontâneas, doces, alegres... A menina viu crianças conhecedoras de suas raízes, de suas histórias... A menina viu luz naquelas crianças... mais que isso, a menina viu luz naquela casa azul...

A casa parecia encantada. Ocorreu ali, um encontro surreal entre ela e sua própria essência que estava perdida dentro de si mesma... Sei lá... É como se ela já a conhecesse, se estivesse em busca dela e, de repente, o encontro fora inevitável... O coração da casa, sua memória, suas lendas, suas histórias, seus encantos...

Era pra ser uma casa de brinquedo, esse era o sonho de seu idealizador, de seu pai sonhador... Mas, a casa criou vida e as crianças que nela chegaram, observando, sorrateiramente, pelas frestas da janela começaram a sentir que aquela casa era mesmo delas... E começaram a brincar de ser adultas... Que nada... Na realidade, elas começaram a mostras que tinham tanta e até mais capacidade do que eles para contar histórias, para encantar os visitantes, para emocionar as pessoas... Foi isso. A menina viu e, mesmo não acreditando no que via, percebeu que era real... Ela estava, de fato, vivendo um sonho... Um sonho real e lindo de se viver... 

Por entre as salas de um Memorial que conta história, por entre laboratórios que materializam essas histórias, por meio de gibis, músicas, espetáculos teatrais etc, por entre as paredes das bibliotecas, dvdteca, gibiteca, editora, rádio, laboratório de arqueologia... na candura do parquinho, na rusticidade do teatro, em todos esses ambientes é perceptível a magia e a veia mítica que toma conta do lugar... A menina tem brilho nos olhos novamente. A menina restaura suas esperanças num mundo melhor...

Essa menina, não é, na realidade, uma menina em idade... mas, é uma menina de coração. E tornou-se menina dessa casa... Porque uma passou a pertencer a outra, numa comunhão de sintonia impressionante... E as palavras não conseguem definir e, ao sair de lá a menina só dizia: Inexprimível! Indizível! Essas exclamações continuam com ela... Mesmo na incerteza do reencontro, mesmo com a distância que as separa... A menina sabe que sua casa estará sempre lá, esperando sua vinda, de braços abertos para acalentá-la em sua paz...

Essa menina sou eu e, essa casa mora na Chapada do Araripe, foi tombada sua Casa Patrimônio há quase um ano... Essa casa é mais que isso, essa casa também é minha... Por que eu amo essa casa azul??? Ah... Há perguntas que não precisam de respostas... Eu, simplesmente, amo.

Um segredo...


[...] ... [...]

domingo, 24 de outubro de 2010

Perto-longe-perto.

Meu poeta...
Meu sempre "meu poeta"...
Se eu pudesse gritar a falta que tenho de ti, seria mais fácil as pessoas perceberem o que vai além das minhas palavras e das confusões que faço e fazem do que eu sinto... Mas, nada disso importa, quando recebo as réstias de luz que me envias quando menos espero, quando mais preciso... Como você consegue adivinha esses momentos??? 
Tanta saudade que tenho do teu abraço que me confortava, me fortalecia e protegia... Sei que, mesmo agora, que estás distante tuas palavras transformaram-se nesse porto seguro, no entanto, sua presença presente me faz falta... Sinto falta das nossas conversas nos corredores da faculdade, dos comentários, dos desabafos, do teu auxílio... Sinto falta de ser tua meninamiga.. A "Estrelinha" no teu céu que iluminava as noites sem luz... 
Sinto falta da tua compreensão do meu Silêncio... 
Do nosso Silêncio.
Hoje, estou meio saudosa... Aliás, eu sou meio saudosa (ou completamente)...
Mas, tuas mensagens são culpadas por me fazerem sentir tão bem... por me confortarem, mesmo longe... porque estás perto... perto-longe-perto.
Também amo vc!!!
Porque você é anjo, é luz em minha vida...
Meu amigo perto-longe-perto.
Porque somente nós somos capazes de entender esse amor que nos une.
Carinho sempre.

À G.X.

Fragmentos de "O Pequeno Príncipe"...


"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

"O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte".

"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção."

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante."

" Não exijas de ninguém senão aquilo que realmente pode dar."

"Em um mundo que se fez deserto, temos sede de encontrar companheiros."

" Nunca estamos contentes onde estamos."

" Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas."

"Para enxergar claro, bastar mudar a direção do olhar."

" Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

" Sois belas, mas vazias. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus a redoma. Foi a ela que abriguei com o para-vento. Foi dela que eu matei as larvas. Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa."

" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

" Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

" O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas."

" Só os caminhos invisíveis do amor libertam os homens.

" O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."

"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."

"Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas." (Antoine de Saint-Exupéry)

"ACASO

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)



"A civilização é um bem invisível porque inscreve seu nome nas coisas",
E suas últimas palavras antes de embarcar na missão final e fatal: "Se voltar, o que será preciso dizer aos homens?"

Ele escreveria que "durante séculos e séculos a minha civilização contemplou Deus através dos homens. O homem era criado à imagem de Deus. Respeitava-se Deus no homem. Esse reflexo de Deus conferia uma dignidade inalienável ao homem", para concluir que "as relações do homem com Deus serviam de fundamento evidente aos deveres do de cada homem consigo próprio ou para com os outros".

"Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado."


(Antoine de Saint-Exupéry)





*Dedicado àqueles que acreditam no valor das pequenas coisas, aqueles que veem no Pequeno Príncipe a sabedoria da doçura, do encanto e do fascínio...

Aos meninos e meninas da casa do meu coração...
Fundação Casa Grande.

Fiscalizando um concurso...

Tinha tudo para ser mais um concurso... Uma manhã chata e sonolenta como outra qualquer... Tudo para ser nada de extraordinário, no entanto, sei que o extraordinário poder fazer-se presente no cotidiano e, é exatamente ali onde ele se tem mais forte e abstrato... Primeiramente: a noite anterior... Vou deitar cedo para não ter tanto sono na manhã seguinte... Adiantou? Não. Uma força maior me chamou à internet e lá vou eu, ver o que havia de novo... E havia... Havia uma resposta, um desejo de ânimo... Porque a coragem está dentro de mim (no fundo, eu sei disso, mas é tão complicado ser forte o tempo todo)... Volto a dormir, dessa vez mais tranquila... (?) De repente, vejo-me envolvida num pesadelo horrivelmente real... Acordo angustiada com a possibilidade daquela situação... Não. Não suportaria. Tento dormir novamente, mas o sono transformou-se num inimigo... Medo. O pesadelo voltou, mas teve um "final feliz", estranhamente feliz... =S Noite turbulenta para quem teria uma manhã intensamente silenciosa (em todos os sentidos)... Levanto sonolenta, com medo de perder a hora... Depois de me aprontar, direciono-me rumo a minha queridíssima universidade (sem ironias, eu gosto dela sim.)... Encontro velhos conhecidos... Caminho em direção a sala que iria fiscalizar... Ainda estou só. Meu colega ainda não havia chegado. O grande detalhe é: ele não foi. Quem teria sido? Bom não sei, o fato é que a troca, deve ter sido muito proveitosa. rs. Curiosamente, alguém que eu já havia visto ocasionalmente na faculdade, veio para me acompanhar na fiscalização das provas... O inusitado de como ele foi mandado para a sala é detalhe que eu não conto... rs. Ironia da vida: observando a lista com os nomes dos candidatos, percebi a presença de uma cearense (Meu Deus!!! Isso é perseguição!!!)... Tudo bem, eu supero... Parece que não tem jeito mesmo de separar o Ceará de mim... ou me separar do Ceará, talvez... "Enfim"... Os candidatos começam a chegar apreensivos... Tudo isso porque suas vidas estão depositadas em expectativas que dali a alguns instantes iriam ser entregues a uma prova de 40 questões e uma redação... Ah, a redação... 
Eu apenas não imaginava que essa manhã fosse mexer tanto comigo... É que foi uma manhã silenciosa, não poderia ter sido diferente... Um silêncio tenso apodera-se daquela sala, apenas o som do ventilador e o barulho do folhear das páginas da prova são ouvidos no ambiente... O sono começa a vir e é partilhado por ambos os fiscais que se comunicam com os olhares e expressões... Engraçado como nessas horas, o tempo parece interminável... Andando de um lado para o outro... Observando a angústia de alguns candidatos... Como estudante do curso de Letras e, consequentemente, professora de Português, não pude deixar de notar frases, palavras... e, me questionar: onde está o erro da Educação??? De onde vem essa situação caótica na escrita dos jovens estudantes... Uma professora, certa vez, comentou que os professores lançavam a culpa uns sobre os outros: o superior culpava o médio que culpava o fundamental que culpava o infantil que culpava a família que culpava o nascimento da criança... Lamentável. Que fazer??? Indagações e frustrações pedagógicas a parte (isso merece uma atenção bem maior em outro momento)... Não deixaria de citar  inusitado de meu caro colegar ter sido abandonado pelo tênis que usava enquanto ainda passava com a ata de frequência entre os candidatos... Foi, no mínimo, cômico, ao menos para mim, que presenciei a cena... 
Foi uma manhã tranquila. Inusitadamente, divertida. É tão bom conhecer pessoas novas, mesmo que a vejamos apenas num instante, como numa conversa corriqueira no ponto de ônibus ou mesmo na fiscalização de um concurso...
[...]
O dia continua e a realidade que está "terrivelmente" assustadora me aguarda... 
"Enfim"...



sábado, 23 de outubro de 2010

As lágrimas vieram sem que eu entendesse o porquê, sem que eu as convidasse...
Simplesmente, vieram. Nenhum motivo aparente, ou melhor, todos os motivos possíveis...
Elas vieram. Umas atravessaram meus olhos... Outras ficaram por dentro. Contemplando a alma. Contemplando o mistério da alma... O mistério de ser eu... Tão enigmático... "Denso por ser complexo"... E o que  viria a ser... O que viria a ser ultrapassa o meu entendimento... rs. (como diria uma grande amiga) O que se passa comigo??? Como saberia??? Como saberia se já não há controle sobre o que sinto, sobre o que escondo, diante do que silencio... Se tudo transformou-se em interrogação e as certezas que tinha, hoje tornam-se dúvidas, imprecisão... 
[...]
Inexprimível.
Noite toda ouvindo: "That I would be good" - Alanis Morissette

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Porque existe saudade que a gente tem 'vezenquando', mas existe saudade que habita dentro de nós..."
[pedaço de mim]
E eis que um dia, surgiu uma Luz em meio ao caos, num período turvo da vida...
Eis que hoje... Hoje essa luz distancia-se de mim...
Cada vez mais.
Não que isso seja negativo.
Simplesmente, acontece.
Introspecção.
Ela.
Eu.
Você.
Nós.
Possibilidades?
Devaneios?
O que não pode ser, é aquilo que está além de nós...
Quanto a nós?
Permaneceremos cada qual em seu caminho, na trajetória escolhida...
Bem melhor que seja assim...
Quem sabe um dia nossos caminhos se encontram...
Não é necessário traçar planos...
Queria, sim, você perto de mim...
Mas, não adianta tentar construir um castelo de ilusões num terreno tão confuso, tão singularmente incerto...
[...]

Se eu dissesse o que realmente se passa comigo, você não entenderia... Sendo assim, prefiro calar-me...
Mesmo quando nos falamos, calo-me. Porque existem verdades que são apenas nossas... Porque existem momentos que só podem existir em nosso coração... Porque existem interrogações em nosso ser que competem somente a nós mesmos... Divagar? Questionar? Insistir? Não. Talvez. Não.

Nem sempre o coração é um bom conselheiro.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Numa casa encantada...

Estranhamente absurdo tudo isso que vivo aqui... O reencontro com meu mundo encantado, com o despertar de um sonho que mudou a minha vida de uma maneira incrível...
Reconstituição de fragmentos do passado que ora me confundem, ora me deixam feliz. Agora, nesse entardecer, ouvindo o lirismo do canto dos pássaros, ao som de uma trilha sonora instrumental que envolve mistério e expectativas, eu percebo o quanto tudo isso é importante em minha vida...
Percebo que passe o tempo que passar, tudo isso permanecerá em mim... porque tocou meu coração, tocou minha alma...
A doçura dos sorrisos infantis que tem brilho no olhar, o aconchego dos abraços amigos, a magia da simples presença... Tudo. Tudo é tão inexprimível...
Tão mágico, tão encantado.
Eu amo essa casa.

Escrito em 09.10.10...

(nem lembrava que era um dia especial...)

Olhando agora, tudo assim tão perto e, ao mesmo tempo, com a certeza da distância, percebo o quanto a nostalgia está em mim... Saudade do que foi, do que não voltará a ser, do que poderia ter sido, do que não foi.
É estranha a sensação da certeza do quanto tudo isso me faz bem, é estranha essa paz que me envolve, mesmo que meu ser esteja totalmente abalado...
É estranho não saber como me sinto, melhor dizendo, o que eu sinto... As lágrimas não brotam em meus olhos, mas estão em meu ser, em meu coração... E não são lágrimas de tristeza, de desespero, de alegria... são lágrimas que apenas choram...
Chora por um passado que volta com toda a intensidade, que reacende sentimentos adormecidos e ressuscita o que havíamos pensado estar morto...

[...]

É sempre tão estranha, essa situação... Dessa vez, acho que bem mais... Sinto que existe uma grande interrogação nisso tudo... Acho que, na verdade, a interrogação está em mim. É um novo olhar que se apodera de mim, um sentimento mais realista... que conserva os mesmos encantos...

[...]

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um pouco dela que me traduz...

"Sou composta por urgências
minhas alegrias são intensas
minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.
Eu caminho, desequilibrada,
em cima de uma linha tênue
entre a lucidez e a loucura.
De ter amigos eu gosto
porque preciso de ajuda pra sentir,
embora quem se relacione comigo
saiba que é por conta-própria e auto-risco.
O que tenho de mais obscuro,
é o que me ilumina.
E a minha lucidez é que é perigosa ...
Se eu pudesse me resumir,
diria que sou irremediável..."

(Clarice Lispector)

"Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que ás vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver."

Dela. (in Água Viva)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

À minha amiga-anjo-irmã...


E se eu pudesse eu sentiria por você essa dor que te consome, 
mas como não posso sentir por você, compartilho contigo...
E torço para que você consiga superar...
Para que você consiga despertar para si mesma,
de forma que a dor possa te ensinar algo positivo...
Você sabe que muitas vezes mergulho no meu mundo
e esqueço um pouco do que me rodeia, mas não te esqueço, 
porque você não simplesmente me rodeia, 
você está em mim... como uma coluna que me sustenta...
Força que me ampara quando acho que vou desmoronar...
Luz que me ilumina quando só vejo névoas...
Anjo que me protege, às vezes, de mim mesma...


Se eu pudesse, faria com que sentimentos pudessem ser arrancados dos corações
como se pudéssemos arrancar uma flor e suas raízes do chão...
Para que não mais florescesse, para que não mais maltratasse...
Porque dói em mim, quando dói em você...
E dói mais ainda quando não posso fazer nada para amenizar a dor...

Sensação de impotência, quando vemos o sofrimento de pessoas que amamos.
Se nosso abraço pudesse cicatrizar, 
seria um abraço daqueles que nos faz descansar sobre o ombro do outro...
Seria um abraço que confortaria suas lágrimas e acalmaria sua voz...

Porque, de repente, todo o caos diminui em mim...
Para que eu me volte para você...
Você que tantas vezes foi meu porto seguro...
Você que respeita e entende meu silêncio...
Você que me dá "broncas" para eu não perder a direção...
Para que eu busque a mim mesma e minha plenitude...
Você com quem compartilho meus medos, minhas angústias, meus anseios, 
alegrias, vitórias, realizações...
Você que foi colega e hoje é amiga-anjo-irmã...
Você é imprescindível em minha vida!!!


Poderia falar infinitas coisas,
falar que os desentimentos acontecem e nos ensinam a crescer...
Saibas que estou sempre contigo, mesmo que não possas me ouvir, 
mesmo que meu silêncio se faça presente...


Você que é mais que luz em minha vida...
Você é exemplo, você é força, é amparo...
Você é anjo!!!
Amo você!!!


Precisando de mim, estarei ao lado...
E, se minhas palavras não puderem te ofertar conforto, 
meu silêncio será minha forma de te dizer:
Estarei sempre contigo!!!


"O grito"

Eis a imagem que traduz como estou me sentindo nesse instante chamado "agora"... "O grito", obra expressionista do pintor Munch...

"Porque há o direito ao grito, então eu grito." (Clarice Lispector)

Mesmo que esse grito seja interiorizado, mesmo que esteja contido em meu silêncio...
Mesmo que eu não seja ouvida...
Mesmo que nem ele consiga estraçalhar com essas abstrações que tomam conta de meu ser...
Eu grito. Grito em silêncio.
Silencio porque não há voz capaz de expressar o que está em mim...
Aquilo que nem eu mesma sei explicar...
Grito porque sinto-me desorientada, sem direção...
Mesmo sabendo que a direção existe e que cabe a mim decidir por ela...
Qual será a direção???
Que rumos seguir???
Caos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um pouquinho de Clarice...

------estou procurando,estou procurando.
Estou tentando entender.
Tentando dar a alguém o que vivi
E não sei a quem,mas não quero ficar com que vivi.
Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa desorganização profunda.
Não confio no que me aconteceu.
Aconteceu-me alguma coisa que eu,pelo fato
De não saber como viver,vivi uma outra?
A isso quereria chamar desorganização,e teria
A segurança de me aventurar,porque saberia depois
Onde voltar:para a organização anterior.
A isso prefiro chamar desorganização pois
Não quero me confirmar no que vivi –
Na confirmação de mim
eu perderia o mundo como eu o tinha,
e sei que não tenho capacidade para outro.
Se eu me confirmar e me considerar verdadeira,
Estarei perdida porque não saberei onde engastar
Meu novo modo de ser-
se eu fosse adiante nas minhas
Visões fragmentárias,
o mundo inteiro terá de se transformar
para eu caber nele (...)

A paixão segundo GH – Clarice Lispector

*Obra em prosa, mas totalmente poética...

Desconcerto...

"Tenho andado tão à flor da pele..."

Um ser multifacetado. Dinâmica constante de busca pela essência. Menina. Jovem. Mulher. Adolescente? Ficou por aí, perdida em algum caminho e, hoje, entra em conflito com seus outros "eus".
Doçura. Maturidade. Inconstância.
Sonhos que se fazem como pedidos feitos às estrelas...
E o caos se faz presente. Mesmo com aquela velha certeza de que depois de todas as crises e desesperanças, depois de todas as lágrimas e de todas as angústias, dará tudo certo... Mas, não posso agir como se isso fosse uma verdade absoluta... sei lá... tá tudo tão confuso, tão estranhamente confuso...
Sinto-me perdida em meio a um turbilhão de sentimentos, de emoções, de objetivos, de focos...
[...]
Só meu silêncio... meu silêncio gritante é que consegue entender o que se passa em mim...
[...]

terça-feira, 5 de outubro de 2010


"Uma adolescente que se mostra tardiamente..." (?)

Na verdade, talvez eu não passe de uma menina... Uma menina que, apesar de tudo, ainda sorri diante das coisas mais bobas... que fica feliz com um doce, mesmo que não seja totalmente do seu agrado... Uma menina que espalha sensibilidade, o aroma da doçura e a leveza das descobertas que ainda estão por vir...


Uma menina que guarda em seu coração os sonhos de criança, mesmo sabendo que esses sonhos podem ser apenas passageiros... Uma menina que tem um olhar diferenciado porque busca ir além... Ternura. Doçura. Menina.