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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ouvindo o Silêncio.

Sem música alguma. Ouço apenas o ritmo compassado, ou... descompassado do meu coração... Minha respiração condensa meu ser. Os sons da noite são tão... expressivos... De repente, paro e busco o mais profundo de mim em mim mesma. Sei lá... não consigo explicar o que está acontecendo... Aconteceu uma reviravolta muito grande em minha vida... Eu tracei planos e, hoje não os vejo como antigamente... Estabeleci horizontes que não tenho mais em minha mente... Tudo tão estranho. A única certeza é de que a vida não pára para que nós decidamos o que fazer...
Resta-me ouvir o Silêncio. Ciente de que não adiantará muita coisa. Não consigo me reecontrar... Há algumas horas, estava eu, apaixonada convicta, falando, relembrando do sonho vivido quando conheci minha paixão, no entanto, agora... tá tudo tão distante... A casa do meu coração... Os objetivos traçados... Tá tudo tão incerto... Enfim...
Resta-me ouvir o Silêncio. E, nesse Silêncio constante, buscar a compreensão do indizível que habita em mim... Sei que entender-me não é a solução, mas... seria um bom começo...
Eu? Reticente? Sou sim. As reticências são as marcas mais visíveis do Silêncio...
[...]

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