Páginas
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
À minha amiga-anjo-irmã...
E se eu pudesse eu sentiria por você essa dor que te consome,
mas como não posso sentir por você, compartilho contigo...
E torço para que você consiga superar...
Para que você consiga despertar para si mesma,
de forma que a dor possa te ensinar algo positivo...
Você sabe que muitas vezes mergulho no meu mundo
e esqueço um pouco do que me rodeia, mas não te esqueço,
porque você não simplesmente me rodeia,
você está em mim... como uma coluna que me sustenta...
Força que me ampara quando acho que vou desmoronar...
Luz que me ilumina quando só vejo névoas...
Anjo que me protege, às vezes, de mim mesma...
Se eu pudesse, faria com que sentimentos pudessem ser arrancados dos corações
como se pudéssemos arrancar uma flor e suas raízes do chão...
Para que não mais florescesse, para que não mais maltratasse...
Porque dói em mim, quando dói em você...
E dói mais ainda quando não posso fazer nada para amenizar a dor...
Sensação de impotência, quando vemos o sofrimento de pessoas que amamos.
Se nosso abraço pudesse cicatrizar,
seria um abraço daqueles que nos faz descansar sobre o ombro do outro...
Seria um abraço que confortaria suas lágrimas e acalmaria sua voz...
Porque, de repente, todo o caos diminui em mim...
Para que eu me volte para você...
Você que tantas vezes foi meu porto seguro...
Você que respeita e entende meu silêncio...
Você que me dá "broncas" para eu não perder a direção...
Para que eu busque a mim mesma e minha plenitude...
Você com quem compartilho meus medos, minhas angústias, meus anseios,
alegrias, vitórias, realizações...
Você que foi colega e hoje é amiga-anjo-irmã...
Você é imprescindível em minha vida!!!
Poderia falar infinitas coisas,
falar que os desentimentos acontecem e nos ensinam a crescer...
Saibas que estou sempre contigo, mesmo que não possas me ouvir,
mesmo que meu silêncio se faça presente...
Você que é mais que luz em minha vida...
Você é exemplo, você é força, é amparo...
Você é anjo!!!
Amo você!!!
Precisando de mim, estarei ao lado...
E, se minhas palavras não puderem te ofertar conforto,
meu silêncio será minha forma de te dizer:
Estarei sempre contigo!!!
"O grito"
Eis a imagem que traduz como estou me sentindo nesse instante chamado "agora"... "O grito", obra expressionista do pintor Munch...
"Porque há o direito ao grito, então eu grito." (Clarice Lispector)
Mesmo que esse grito seja interiorizado, mesmo que esteja contido em meu silêncio...
Mesmo que eu não seja ouvida...
Mesmo que nem ele consiga estraçalhar com essas abstrações que tomam conta de meu ser...
Eu grito. Grito em silêncio.
Silencio porque não há voz capaz de expressar o que está em mim...
Aquilo que nem eu mesma sei explicar...
Grito porque sinto-me desorientada, sem direção...
Mesmo sabendo que a direção existe e que cabe a mim decidir por ela...
Qual será a direção???
Que rumos seguir???
Caos.
"Porque há o direito ao grito, então eu grito." (Clarice Lispector)
Mesmo que esse grito seja interiorizado, mesmo que esteja contido em meu silêncio...
Mesmo que eu não seja ouvida...
Mesmo que nem ele consiga estraçalhar com essas abstrações que tomam conta de meu ser...
Eu grito. Grito em silêncio.
Silencio porque não há voz capaz de expressar o que está em mim...
Aquilo que nem eu mesma sei explicar...
Grito porque sinto-me desorientada, sem direção...
Mesmo sabendo que a direção existe e que cabe a mim decidir por ela...
Qual será a direção???
Que rumos seguir???
Caos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Um pouquinho de Clarice...
------estou procurando,estou procurando.
Estou tentando entender.
Tentando dar a alguém o que vivi
E não sei a quem,mas não quero ficar com que vivi.
Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa desorganização profunda.
Não confio no que me aconteceu.
Aconteceu-me alguma coisa que eu,pelo fato
De não saber como viver,vivi uma outra?
A isso quereria chamar desorganização,e teria
A segurança de me aventurar,porque saberia depois
Onde voltar:para a organização anterior.
A isso prefiro chamar desorganização pois
Não quero me confirmar no que vivi –
Na confirmação de mim
eu perderia o mundo como eu o tinha,
e sei que não tenho capacidade para outro.
Se eu me confirmar e me considerar verdadeira,
Estarei perdida porque não saberei onde engastar
Meu novo modo de ser-
se eu fosse adiante nas minhas
Visões fragmentárias,
o mundo inteiro terá de se transformar
para eu caber nele (...)
A paixão segundo GH – Clarice Lispector
*Obra em prosa, mas totalmente poética...
Estou tentando entender.
Tentando dar a alguém o que vivi
E não sei a quem,mas não quero ficar com que vivi.
Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa desorganização profunda.
Não confio no que me aconteceu.
Aconteceu-me alguma coisa que eu,pelo fato
De não saber como viver,vivi uma outra?
A isso quereria chamar desorganização,e teria
A segurança de me aventurar,porque saberia depois
Onde voltar:para a organização anterior.
A isso prefiro chamar desorganização pois
Não quero me confirmar no que vivi –
Na confirmação de mim
eu perderia o mundo como eu o tinha,
e sei que não tenho capacidade para outro.
Se eu me confirmar e me considerar verdadeira,
Estarei perdida porque não saberei onde engastar
Meu novo modo de ser-
se eu fosse adiante nas minhas
Visões fragmentárias,
o mundo inteiro terá de se transformar
para eu caber nele (...)
A paixão segundo GH – Clarice Lispector
*Obra em prosa, mas totalmente poética...
Desconcerto...
"Tenho andado tão à flor da pele..."
Um ser multifacetado. Dinâmica constante de busca pela essência. Menina. Jovem. Mulher. Adolescente? Ficou por aí, perdida em algum caminho e, hoje, entra em conflito com seus outros "eus".
Doçura. Maturidade. Inconstância.
Sonhos que se fazem como pedidos feitos às estrelas...
E o caos se faz presente. Mesmo com aquela velha certeza de que depois de todas as crises e desesperanças, depois de todas as lágrimas e de todas as angústias, dará tudo certo... Mas, não posso agir como se isso fosse uma verdade absoluta... sei lá... tá tudo tão confuso, tão estranhamente confuso...
Sinto-me perdida em meio a um turbilhão de sentimentos, de emoções, de objetivos, de focos...
[...]
Só meu silêncio... meu silêncio gritante é que consegue entender o que se passa em mim...
[...]
Um ser multifacetado. Dinâmica constante de busca pela essência. Menina. Jovem. Mulher. Adolescente? Ficou por aí, perdida em algum caminho e, hoje, entra em conflito com seus outros "eus".
Doçura. Maturidade. Inconstância.
Sonhos que se fazem como pedidos feitos às estrelas...
E o caos se faz presente. Mesmo com aquela velha certeza de que depois de todas as crises e desesperanças, depois de todas as lágrimas e de todas as angústias, dará tudo certo... Mas, não posso agir como se isso fosse uma verdade absoluta... sei lá... tá tudo tão confuso, tão estranhamente confuso...
Sinto-me perdida em meio a um turbilhão de sentimentos, de emoções, de objetivos, de focos...
[...]
Só meu silêncio... meu silêncio gritante é que consegue entender o que se passa em mim...
[...]
terça-feira, 5 de outubro de 2010
"Uma adolescente que se mostra tardiamente..." (?)
Na verdade, talvez eu não passe de uma menina... Uma menina que, apesar de tudo, ainda sorri diante das coisas mais bobas... que fica feliz com um doce, mesmo que não seja totalmente do seu agrado... Uma menina que espalha sensibilidade, o aroma da doçura e a leveza das descobertas que ainda estão por vir...
Uma menina que guarda em seu coração os sonhos de criança, mesmo sabendo que esses sonhos podem ser apenas passageiros... Uma menina que tem um olhar diferenciado porque busca ir além... Ternura. Doçura. Menina.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
E eu fujo e fugirei sempre que meu ser sentir necessidade de oxigenação... Porque há uma lacuna a ser preenchida. Há o desejo de respirar tranquilamente... De sentir a brisa leve a acariciar minha pele, bagunçar meus cabelos e brincar com minhas sensações... Há o desejo de momentos furtivos... Há o respeito aos limites, ao tempo... Mesmo que tudo seja uma loucura... Loucura??? Também deve haver o respeito à loucura...
Clima circense...
Espetáculo.
Espetacular.
Luzes.
Show de iluminação.
Musicalidade.
Magia.
Sorrisos encantados.
Encantos despertados.
Renovados.
E a criança, em cada um, ressurgia.
Ressurgia deslumbrada diante dos contorcionismos,
diante das mágicas que os olhos não conseguiam explicar,
diante das apresentações de coreografias que encantavam a plateia,
diante das piadas dos desajeitados palhaços,
diante do bailar das águas e suas luzes,
diante dos malabarismos arriscados,
diante dos perigos na altura,
da adrenalina provocada pelos motoqueiros do globo...
Inacreditável?
E a menina repetia: "Meu Deus!"...
E olhava deslumbrada.
Encantada.
Viva o circo!!!
Viva o fascínio de se permitir encantar com pequenas coisas.
Viva a capacidade de poder refletir sobre coisas banais...
Viva a fantasia das crianças...
Das crianças em idade e, principalmente, daquelas que mesmo com o passar do tempo, não permitem que morra a criança que habita em seus corações...
[...]
sábado, 2 de outubro de 2010
Porque por maior que seja meu sorriso,
sempre haverá uma sombra em meu olhar, em meu ser...
É inevitável.
São feridas que não cicatrizam.
São cicatrizes que não curam.
São marcas de um passado que não passou.
E eu posso até estar "feliz",
mas meu coração carregará sempre uma melancolia intrínseca.
Que espera a euforia de momentos felizes passar
para chegar e tomar posse de seu lugar.
De seu lugar.
De mim.
Sim.
Problema com a fraternidade.
Problema?
É...
Sei que é uma dor que dói e não passa...
Uma dor que é amenizada por bálsamos que surgem e permanecem em minha vida...
Mas, que, infelizmente, não são suficientes...
Momentos como esses são aqueles em que o coração chora e as lágrimas permancem na alma.
Ainda assim, eu agradeço por tudo.
Porque amo.
Amo, mesmo que e apesar de.
[...]
Percebo que o Silêncio está em mim em todos os aspectos... tanto nos positivos quanto nos negativos...
E, se por um lado, isso me deixa contente, por outro, também me fere...
(e como fere...)
Porque a interiorização, a introspecção estão em mim...
Disso eu sei.
No entanto, tudo isso é muito vasto.
Palavras também soam silenciosas.
Silêncios também transbordam de vozes que atordoam e gritam em nós.
Não se trata exatamente da ausência de som...
Trata-se da ausência de sentido...
Do nada.
Vazio.
Silêncio comunica.
Palavras silenciam.
Palavras aproximam ou afastam.
Silêncio, também.
Tudo é uma questão de ponto de vista.
A única coisa que sei é que meu ser silencia.
Inércia.
E, que fique claro que isso não é tristeza.
Não é nada.
Simplesmente, necessidade de silenciar...
Busca.
[...]
Eu.
Porque o indizível habita em mim e, geralmente, não sei como explicar tudo isso.
E, se me perguntas se tenho algo a dizer, lembro-me de qualquer coisa banal e solto palavras que nada dizem...
Porque, talvez, o que eu quisesse dizer, não falasse, nem te tocasse tanto quanto meu silêncio...
Covardia?
Pode ser.
Inexplicavelmente estranho.
Quem sabe se...
...um dia as palavras certas fugissem de mim e expressassem tudo o que, no fundo, eu até gostaria...
Mas, o medo me impede...
[...]
Enfim.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
À minha pequenina bailarina preferida...
Docemente leve...
Levemente intensa...
Baila no ar como pluma ao vento...
Minha pequenina bailarina...
Travessa como menina...
Determinada como mulher...
Quem disse que precisa ser constante???
Seres humanos não são constantes...
Se o fossem, não seriam humanos...
Curiosa.
Dengosa...
Inconveniente.
Presente.
Dádiva divina em minha vida.
Serena e sensata, se necessário...
Alegre e divertida, dando sentido à existência daqueles que se inebriam da sua presença...
E ela se joga...
Joga-se diante da vida...
Vive.
Intensamente.
É luz que ilumina, também, sem dúvidas...
Luz clara e leve...
Luz que ameniza as tensões cotidianas...
Espontânea.
Menina.
Mulher.
Bailarina.
Poesia viva, em movimento.
[...]
Muito a ser dito, palavras insuficientes...
Amo vc, guria linda!!!
Obrigada, amiga!!!
Seu jeitinho doce, meigo, curioso...
Vc, todinha tbm é luz em minha vida!!!
;)
Assinar:
Postagens (Atom)





